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Crescer com Arte: um evento feito com o corao

Anualmente, o Espaço Crescer de Duartina expõe os trabalhos dos alunos com o objetivo de engajar o público no trabalho que vem sendo feito com crianças e adolescentes desde 2004. Este ano o espaço batizou a exposição de “Crescer com Arte”, que foi realizada nos dias 25 e 26 de outubro. Contou com os trabalhos das 106 crianças e 56 adolescentes que trocam o período ocioso por atividades diversas, música, pintura, desenho, esportes, artesanato etc.

A mostra é o resultado do esforço de crianças e adolescentes de 11 a 17 anos de todas as classes sociais que aprendem e se desenvolvem com a ajuda de instrutores. De acordo com a diretora Sônia Aparecida Casarin Garla, os nove anos do projeto são coroados com os resultados positivos que ultrapassam os muros do espaço que fica logo na entrada da cidade.

“São várias oficinas focadas no mercado de trabalho. Recuperação de móveis, confecção de móveis de bambu, pintura em telas, caixinhas de papelão cobertas de tecido e bordados. Um dos alunos, o Alan e sua irmã Alani, são exemplos. Eles bordam e estão vendendo toalhas de mesa.”

A história dos irmãos, segundo a diretora, é emocionante. “O Alan entrou no projeto e começou a bordar. A Alani queria entrar também, mas não tinha idade suficiente. Então ele passou a ensinar o bordado para ela. Hoje os dois frequentam as aulas. Eles bordam e a avó deles faz biquinho de crochê nas toalhas. Eles vendem. Atendem na própria casa. Aceitam encomenda e estão ganhando dinheiro.”

Um pocinho confeccionado em bambu também ganhou espaço no mercado, enfatiza a diretora. “Na exposição do Ecoparque Ciro Simão, o pocinho foi á vedete. Vendemos muito, foi a bola da vez.”

Para frequentar as oficinas, a criança ou o adolescente tem que estar matriculado e frequentando uma escola. “A maioria são crianças que estudam em escolas do Estado. Temos uma parceria com o diretor da escola daqui. Se o aluno apresentar algum problema na escola ele nos procura e vice-versa. A intenção é tentar sanar a dificuldade juntos.”

Garla explica que nenhum interessado é barrado. “Todos podem participar. Nosso objetivo principal é tirá-los da rua, da ociosidade. Eles frequentam o projeto no período contrário ao que vão à escola. Não pagam nada. Até o material é fornecido pela prefeitura. Eles contam com transporte, alimentação e aulas. No término de cada peça eles podem levar para casa ou deixá-las para venda. Todo o dinheiro é revertido para eles.”

O dinheiro arrecadado com as peças retorna para os alunos em forma de alimentação, passeio e cultura, explica a diretora. “Eles escolhem um passeio, ir ao cinema, comer pizza, tomar sorvete e tantas outras atividades.”

A rotina no projeto começa às 7h30, quando o ônibus da prefeitura chega com os alunos, explica Garla. “Eles chegam e vão direto para o refeitório tomar café. Às 8h30 eles entram na sala de aula. Ficam até as 11h30. Nesse período, praticam esportes e outras atividades. Tomam banho e almoçam às 11h30. Embarcam no ônibus rumo à escola estadual.”

Nos primeiros traços é possível...
É nos primeiros traços de um desenho que a instrutora de desenho artístico do projeto, Deizi Jampietro, percebe a importância da família e o grau de violência de seus alunos. Segundo ela, o problema é o mesmo entre crianças das classes sociais menos e mais abastadas.

“Nos primeiros traços eles fazem a família, o pai, a mãe e eles. Talvez pela vontade de ver todos juntos. Alguns pais são separados e outros ausentes por conta do trabalho. Eles se expressam através do desenho. Eu tenho alunos de todos os níveis sociais e os problemas são os mesmos. Os casos mais graves vão direto para a psicóloga.”

A violência urbana sofrida pelas crianças se transforma em telas escuras. “Eles desenham revólver e as telas são bem escuras. Eu percebo, e como gosto dessa parte de autoajuda eu converso muito com eles. Digo que eles nasceram e são únicos, capazes de conseguir tudo. Conto minha história para eles. Eu aprendi a desenhar e pintar sozinha e eles estão tendo a oportunidade de ter um instrutor. Eu também tenho sou de família simples. Meu pai era pedreiro e minha mãe, costureira. Eu lutei muito, fui estudar em Marília. Sou professora de português e francês.”

Todo início de ano, a instrutora prepara as crianças antes que elas tenham contato com as telas e tintas. “No começo do ano eu preparo as crianças para elas se acalmarem. Depois eles começam a mexer com as mãos. Na sequência, eles vão fazendo traços aprendem a ampliar. Passam para o grafite, para o carvão e nanquim.”

Só depois é que vão ter o primeiro contato com a tela. “Eles começam com o desenho acadêmico para depois partir para o abstrato. Ficam cerca de quatro meses desenhando e só então vão para a tela.”

Sobre talento voltado a desenho e pintura, a instrutora diz que descobre no primeiro contato com a criança ou adolescente. “A pessoa centrada tem mais facilidade para as artes. Eu percebo logo no primeiro contato porque enquanto eu converso, a pessoa se emociona com as minhas palavras.”

Jampietro ressalta que procura valorizar cada um dos alunos. “Eu falo bastante sobre o valor do ser humano. Que a gente poderia ter nascido um cavalo e nascemos gente porque temos um papel a cumprir. Os olhinhos deles brilham. No pegar no lápis eu percebo que eles têm talento. Mas quem não tem e tem vontade também chega lá.”

Trabalhos de três anos

A exposição contou com 43 telas sendo 10 delas de reciclagem, explica a instrutora Deizi Jampietro. “Aqui temos trabalho de alunos que estão no curso há três anos. Estamos expondo 43 telas. Dez delas são minhas, fruto da reciclagem. Tem aluno que começa uma tela e não acaba. A tela fica inacabada. Termino e vendo. O dinheiro vai direto para o projeto.”

Uma das telas da exposição será vendida para uma causa diferenciada, informa a instrutora. “Um dos alunos, com 12 anos perdeu um dentinho em uma queda. A assistente social conseguiu um tratamento em Bauru na USP. Porém, a prótese ele terá que pagar. Como ele não tem condições financeiras, eu pintei a tela de reciclagem. Vou fazer uma rifa e compramos a prótese para ele.”

Aprender a desenhar e pintar basta ter vontade porque a prefeitura paga tudo, segundo Jampietro. “A prefeitura dá tudo, tela, tinta, pincel, mesa inclinada para desenho, lápis para desenho, régua etc.”

Com as mãos na argila e no papel

Mais de 100 peças confeccionadas em argila, papelão, papel e tecido foram expostas na “Crescer com Arte”. As caixas de papel de formatos diversos ‘embrulhadas’ em tecidos chamaram a atenção dos visitantes que procuravam embalagens para o Natal. “As crianças fazem trabalhos mais simples, já o aluno adolescente quer fazer uma peça que lhe renda dinheiro. Eles procuram fazer algo que eles vislumbre ganhos. Optaram pelas caixinhas que em formatos diferentes atraem o comprador nas feiras que participamos”, comenta a instrutora Maria Geralda Mizumoto.

Recentemente as caixinhas foram vendidas na própria cidade durante uma feira realizada no Ecoparque. “Nós queremos o apoio da comunidade interessada em colaborar. Precisamos colocar as caixinhas no mercado. Alguma loja que se interessar pode entrar em contato com a gente. É um trabalho artesanal e bem caprichado. Se a gente consegue vender incentiva o adolescente a aprender. O dinheiro é revertido para eles mesmo.”

A peça mais elaborada pelos alunos nessa exposição é do patrono do Espaço Crescer, Antonio Garla. “Ele foi vereador por 16 anos. Os alunos fizeram o busto dele como homenagem. É uma peça de argila. Colocamos no hall de entrada de tão bom que ficou.” A falta de um forno para os trabalhos feitos em argila compromete as peças, admite a instrutora. “O trabalho com argila exige um forno, como não temos, fica restrito à nossa atividade.”

Ao todo são 70 alunos que frequentam as aulas de argila. “São 60 alunos no período da manhã e mais 10 no período vespertino. Os alunos têm de 13 a 17 anos. Expomos todos os trabalhos, não selecionamos. Os menos caprichados, os próprios alunos já levam para casa.”

Espaço Crescer

Violinos: as aulas de violino fazem parte do ideal de promoção e inclusão sociocultural. O projeto busca estreitar o relacionamento da criança com a música.

Atividades desenvolvidas têm por objetivo desenvolver na criança a aptidão pelos instrumentos musicais, além de desenvolver a coordenação motora e auditiva.

Informática: em parceria com o Banco do Brasil, o projeto oferece uma sala de informática com 20 computadores interligados em rede e com acesso a internet. Essa iniciativa já apresentou o mundo virtual a mais de mil alunos.

Idiomas: aulas de inglês, totalmente apostiladas para crianças e adolescentes

Sala de apoio: onde os alunos podem fazer os deveres de casa e estudar. Contam com o acompanhamento de monitores que auxiliam as crianças em suas dificuldades.

Artesanato: são desenvolvidos trabalhos com diversos materiais

Esporte: são várias atividades desenvolvidas como meio de ensinar o trabalho em grupo e disciplina.

Criatividade na confecção de bordados e móveis

O artesanato exige criatividade e curiosidade. As pessoas que vão em busca de maneiras diferentes de fazer um mesmo objeto, criam peças inusitadas que no mercado podem ganhar destaque. A criatividade somada a curiosidade são os ingredientes básicos para os cinco alunos que frequentam as aulas de artesanato em bambu do Projeto Crescer, enfatiza o instrutor, Josias Alexandre dos Santos.

“As crianças não têm dificuldade em mexer com o bambu. A matéria-prima é barata e a intenção é fazer com que eles usem esse conhecimento para ganhar dinheiro. Que se profissionalizem. O bambu é colhido nas propriedades da região. Depois que queimamos, ele ganha brilho. As peças de mobiliário chamam a atenção e são vendidas rapidamente. O legal é que eles observam um sofá e depois querem confeccioná-lo em bambu.”

Apesar de o bambu permitir a confecção de diversas peças, os móveis são os preferidos pelos alunos, ressalta o instrutor. “O nosso espaço não permite trabalhar com mais de cinco alunos. Dá para fazer uma série de coisas, eles querem fazer móveis, porque vendem. Aqui a gente vende e com o recurso compra o material que precisa. Já compramos ferramentas e também fomos ao cinema e tomamos sorvete.”

Móveis, enfeites e instrumentos musicais são algumas das atividades desenvolvidas no artesanato de bambu.

Um olhar diferente

Trabalhos manuais de pintura em tecido e bordado fazem com que crianças e adolescentes do projeto tenham um olhar diferente sobre peças que ‘habitam’ a cozinha e banheiro de todas as residências.

A instrutora, Maria Ilda Pelarin explica que na mostra estão trabalhos diversificados em que cada aluno teve a liberdade e criatividade de experimentar um olhar diferente colorindo guardanapos e toalhas de mesa e banho.

De acordo com ela, na exposição foram utilizadas técnicas de todos os tipos. “Pintura tridimensional (para pintura em tecido), vagonite, ponto reto, bordado com xadrez, com fita. Usamos os seguintes materiais: agulha e linha, tinta de tecido, pincel e termolina (usada para os acabamentos)”.

Fonte da informação: Jornal da Cidade de Bauru (Rita de Cássia Cornélio) de 03/11/2013.


 

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